Nascida em 1940, Carmina construiu um percurso pouco comum para a sua geração. Trabalhou nos correios em Vila Nova de Famalicão antes de partir para Londres, em 1964, motivada pela vontade de conhecer outras realidades. Foi nesse período que iniciou um percurso artístico que a levou a integrar um grupo de espetáculos e a viajar por diferentes países, regressando mais tarde a Portugal, onde permaneceu até aos dias de hoje. Através do retrato, da observação do quotidiano e da documentação do arquivo pessoal de Carmina, este trabalho procura explorar a forma como uma vida é narrada por quem a viveu. Entre fotografias antigas, objetos e lugares, o projeto constrói um retrato que ultrapassa a dimensão individual da sua história e propõe uma reflexão sobre o envelhecimento, a memória e a construção da identidade ao longo do tempo.